No subconsciente, o sorriso.
Na saudade,
Lembrança.
Corpo,
Sêde insâne
De carinho;
Água límpida de ternura.
Fonte de vida
Ardente.
Ser e não ser diferente.
Ventura de ter.
A tela do afeto reflete
A voz, que ouvia sincera.
No cotidiano, as marcas
Pedindo de novo o velho afeto,
Que o tempo levou;
Tudo tudo arrastou.
Porém, o muito que tem
E vive sem viver,
Na realidade da mentira,
Da verdade que prometeu.
O tudo ainda resta,
A ênfase faz sentido,
Pois, sei que você me amou.
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O sino toca,
Poucos rezam.
Inconscientes,
Conscientes
Que a fé existe;
Sem tê-la.
Na praça,
Ao ouvido, a emoção
E o badalar continua.
A fé vacila,
A consciência foge.
E sem prece
A corrida continua.
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Tenho ... sou ... e não posso.
Quero ser ... e detenho.
Preciso, peço, suporto.
Como ser ... sem ter ...
Se preciso ter para ser?
Sendo, sou forte, reabilito.
Mas ouço meu próprio grito:
Como não ser ... e ter ...
Na realização de ser ...,
Na tristeza de ter ... ?
O coração me anima.
Na consciência, no ter.
E a ilusão reage.
Por ter ... e não ser ...
Na realidade da vida,
Na prova, na escravidão
Que tenho que ser para ter.
No tudo que tenho, e não tenho,
Sendo ... tendo ... sem mesmo ser ...
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Meu coração estava pesado,
Parecia até não pulsar.
E aquela tensão nervosa
Me molestava inquietante.
Em seu olhar, encontrei
O brilho contagiante
Que convidava pra amar.
Li em seus olhos ternura,
Carinho e muito calor.
Beija-me com afeto.
Calado, dizia tudo
Com a voz do coração.
Gritava mudo, sorrindo
Com mãos cheias de emoção.
Fiquei fria,
Leve, ardente.
A sensação diferente
Tomou conta do meu ser.
Eu já não era eu,
E sim, era você.
Senti paz, tranquilidade,
Nos gestos que nos envolviam.
Esqueci da minha vida,
Somente você eu via.
E naquele instante
De saudade,
Que só a eternidade
Poderá compreender.
Realizada, com minha metade,
Compreendi a realidade
Quando somos um só ser.
Pude ter felicidade,
Por sentir sinceridade,
Eu, nós dois,
E só você.
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Falamos apenas com os olhos,
Que falam,
Dizem e amam.
Às vezes até reclamam
O que não queremos dizer.
Na tristeza do momento
De poder sorrir.
Na angústia,
Ou mágoa
Que a névoa, na alegria,
Tenta esconder - disfarçada.
Na plenitude da vida.
Ao coração, que reclama,
Eles são o espelho
E ofuscam como chama.
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Aos meus filhos Adriana, Glaucon, Andréa. – Eles são os filhos do amor inocente.
Ao não ser criança,
Sendo mãe criança;
Não sente a criança,
Necessitando ser criança.
Não sendo criança,
Não sabia brincar.
Só ao ser mãe
Soube amar,
Mesmo sem ser.
Brincando,
Não sabia cirandar.
Criança, mãe criança.
Sempre na vida, brincando
De gente grande, criança.
Só sendo assim, entendemos
Que só há sinceridade,
Sem ser criança, sendo.
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